8.12.25
104 - darrow
Este livro é demasiado para ser resumido, descrito, avaliado, etc... Não é um livro, são 3 que eu já li e mais 3 que ainda não. Se calhar ainda é cedo para escrever sobre ele, mas vais vale cedo que nunca... O que mais me impactou nestes livros foi o facto de reunir uma séria de ideias, não originais isoladamente, mas nunca juntas todas no mesmo argumento antes.
A terra esgotou-se por ação do homem, e o seu poder foi tomado por uma casta forjada no espaço, que reclamou para si o controlo não só do planeta mas de todos os planetas. Estamos a falar num sistema solar completamente colonizado pela humanidade, que terraformou todos os corpos celestes sólidos do sistema solar. A casta em causa foi-se formando e melhorando geneticamente ao longo dos anos, tornando-se mais forte, alta, bonita, inteligente e, acima de tudo, mais eficaz que todas as outras. A partir dessa superioridade, organizou uma sociedade cromática em que cada cor foi aperfeiçoada para fazer um tipo de função, para que todos juntas fizessem a sociedade funcionar, mas que nenhuma delas sozinha conseguisse ser autosuficiente. Assim sendo, temos os dourados dominantes, servidos por guerreiros obsidianos e cinzentos, cientistas azuis, escravos sexuais púrpura e trabalhadores vermelhos. Os dourados organizam-se tipo Roma e mandam os seus filhos para um planeta fazer uma battle royale entre equipas, funcionando como uma academia a partir de onde sairão os próximos lideres, patrocinados pelos atuais. Naturalmente que apenas jovens dourados lá entram, o que é perfeitamente lógico. Se tens o poder, apenas formas os teus para criar elites. Não vais dar conhecimento e poder às outras castas. Nunca nenhum grupo dominante fez isso. Mas ao mesmo tempo que criam a elite, não se coíbem de matar os mais fracos entre si, e logo na primeira prova 50% dos candidatos morre às mãos dos outros 50, via combates individuais sem armas.
Do outro lado de espectro cromático estão os vermelhos, a quem foi dado o objetivo de extrair de Marte as matérias primas necessárias para alimentar o resto do universo e a quem foi vendida a idéia que estariam a terraformar o seu planeta. Não estavam, porque os dourados já o tinham feito, apenas com o requinte de o terem feito às escondidas e de não deixarem os vermelhos entrar.
7.12.25
6.12.25
101 - mickey 17
100 - a substância
Filme complicado de tão mau. A Demi Moore literalmente passa o filme tudo a vomitar-se a si própria. Ou talvez a regurgitar-se a si própria. Não vou dizer mais nada...
1.12.25
98 - baan
Arquiteta portuguesa vai para a Tailândia e mantém o seu registo de não fazer nem dizer nada que justifique fazerem um filme a seu respeito. Ainda assim alguém fez.
97 - O meu bolo favorito
Casal de septuagenários iranianos passam a noite juntos no jardim da casa dela, conversando, dançando, comendo bolo, fazendo sexo e, no caso dele, morrendo no fim. Há sempre qualquer coisa trágica num filme iraniano. Não conseguem fazer uma filme sem que a desgraça acabe sempre por entrar. É verdade que o fazem com elegância e bastante humanidade, mas parecem não perceber que a humanidade já está farta. De desgraças. O que poderia ser um hino à vida acaba numa confirmação de morte. Á qual, naturalmente, o bolo foi alheio.
96-Anora
Rapariga situada algo no limite entre stripper e trabalhadora sexual encontra filho de oligarca russo situado algures entre a inconsciência social típica dos seus genes e o atraso mental declarado. E pinam bastante, e, inacreditavelmente, ganham o óscar de melhor filme. Não me custou muito a ver, mas sinceramente não sei o que diga.
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