E eis que uma normalidade cheia de sentido irrompe de um filme iraniano, quando um homem reconhece o seu carrasco torturador pelo barulho que a sua prótese faz ao caminhar e o conduz, amarrado e vendado, numa carrinha até ao meio do deserto para o matar e enterrar. Junta na viagem mais ex-vítimas, sendo que uma delas é uma noiva que foi convocada a meio de sessão de fotografias, o que implicou que o noivo também fosse. Todos (uns mais que outros) acabam por ter dúvidas se aquele homem normal que vai ter uma filha a qualquer momente, é de facto o carrasco e, porque no fundo somos todos iguais, acabam por perdoar o carrasco, cabendo ao homem que despoletou tudo a decisão final de o perdoar e libertar. Arrependeu-se... recuperando um comentário anterior, não há filme iraniano que não acabe em tragédia...
23.7.26
105 -a light that never goes out
Flautista finlandês tenta sair da depressão participando numa coletivo paramilitar de sonoplastia. Sonoramente, o filme é terrível. Há, no entanto, qualquer coisa nas atuações que nos faz acreditar que o filme vai ter algum sentido, algum significado, alguma mensagem para além do facto de nos países do norte da Europa os jovens poderem fazer literalmente tudo aquilo que lhes apetece, perante uma apatia descrente da sociedade em redor. A verdade é que o filme acaba como se alguém tivesse desligado a ficha de repente e, talvez por isso, o sentido nunca chegou a aparecer.
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