25.9.26
129 - Dogville
24.9.26
23.9.26
126 - o meu tio
Casal novo rico vive em moradia tipo de gama onde sobressai uma estátua de sardinha de pé, no meio de uma fonte, e que deita água pela boca. Há um caminho pedonal curvo que faz com que a distância entre portão e porta triplique. Há um portão automático que se abre a partir da cozinha e plantas que parecem estar coladas na parede. Há um jantar da caricaturas em que a que me chamou mais a atenção foi uma loira bonita que não falou e a que mais me irritou foi uma outra que não parava de se rir. Alguém furou um tubo o sistema de rega op que fez com que a água da fonte deixasse de jorrar pela boca da sardinha e passasse a sair pelo buraco no tubo. Uma questão de perda de carga...Entretanto lembro-me que o casal novo rico tem um filho que não fala mas que parece algo travesso, principalmente quando coloca na cabeça as penas de chefe índio, cujo nome erudito é cocar. E, finalmente, existe também um tio, que mora numas águas furtadas e anda sempre de agbardine e a fumar um cachimbo. Farta-se de interagir com a vizinhança típica do bairro e parece algo descoordenado e trapalhão. Supostamente o papel dele é humanizar o sobrinho, aliviando-o da pressão novo-riquista dos pais. Não sei se o fez e como o fez porque a verdade é que o tio não diz uma palavra o filme todo. Ou então falou apenas nos momentos em que poderei ter adormecido. O filme é visualmente agradável e venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1959 e o Prémio do Júri no Festival de Cannes. O que confirma a minha teoria que no passado a quantidade era tão menor que a qualidade se afirmava com muito menor necessidade de... qualidade.
14.8.26
109 - Nostalgia
23.7.26
106 - foi apenas um acidente
E eis que uma normalidade cheia de sentido irrompe de um filme iraniano, quando um homem reconhece o seu carrasco torturador pelo barulho que a sua prótese faz ao caminhar e o conduz, amarrado e vendado, numa carrinha até ao meio do deserto para o matar e enterrar. Junta na viagem mais ex-vítimas, sendo que uma delas é uma noiva que foi convocada a meio de sessão de fotografias, o que implicou que o noivo também fosse. Todos (uns mais que outros) acabam por ter dúvidas se aquele homem normal que vai ter uma filha a qualquer momente, é de facto o carrasco e, porque no fundo somos todos iguais, acabam por perdoar o carrasco, cabendo ao homem que despoletou tudo a decisão final de o perdoar e libertar. Arrependeu-se... recuperando um comentário anterior, não há filme iraniano que não acabe em tragédia...
105 -a light that never goes out
Flautista finlandês tenta sair da depressão participando numa coletivo paramilitar de sonoplastia. Sonoramente, o filme é terrível. Há, no entanto, qualquer coisa nas atuações que nos faz acreditar que o filme vai ter algum sentido, algum significado, alguma mensagem para além do facto de nos países do norte da Europa os jovens poderem fazer literalmente tudo aquilo que lhes apetece, perante uma apatia descrente da sociedade em redor. A verdade é que o filme acaba como se alguém tivesse desligado a ficha de repente e, talvez por isso, o sentido nunca chegou a aparecer.
7.12.25
6.12.25
101 - mickey 17
100 - a substância
Filme complicado de tão mau. A Demi Moore literalmente passa o filme tudo a vomitar-se a si própria. Ou talvez a regurgitar-se a si própria. Não vou dizer mais nada...
1.12.25
98 - baan
97 - O meu bolo favorito
Casal de septuagenários iranianos passam a noite juntos no jardim da casa dela, conversando, dançando, comendo bolo, fazendo sexo e, no caso dele, morrendo no fim. Há sempre qualquer coisa trágica num filme iraniano. Não conseguem fazer uma filme sem que a desgraça acabe sempre por entrar. É verdade que o fazem com elegância e bastante humanidade, mas parecem não perceber que a humanidade já está farta. De desgraças. O que poderia ser um hino à vida acaba numa confirmação de morte. Á qual, naturalmente, o bolo foi alheio.
96-Anora
Rapariga situada algo no limite entre stripper e trabalhadora sexual encontra filho de oligarca russo situado algures entre a inconsciência social típica dos seus genes e o atraso mental declarado. E pinam bastante, e, inacreditavelmente, ganham o óscar de melhor filme. Não me custou muito a ver, mas sinceramente não sei o que diga.
10.1.16
92 - chappie
É uma mistura entre o robocop e o distrito 12. Em vez de Detroit passa-se em Joanesburgo e este robot é bastante mais fixe e humano que o outro, embora seja 100 por cento máquina. O criador dos robots polícias resolve ir ainda mais longe e desenvolve uma consciência para o stes, sendo no entanto que consciência era a última coisa que os chefes da multinacional fornecedora pretendiam. Teimoso, como qualquer criador que se preze, ainda assim resolve consciencializar um dos robots à força, transformando-o assim numa autêntica criança, completamente permeável aos ensinamentos que se lhe dêem. O que ele não estava à espera era que lhe raptassem o robot, passando assim este a ser educado por um marginal muito mau e uma marginal muito boa, que passam a ser a mammy e o daddy do robot. A coisa corre mal e toda a gente morre, mas chappie, o robot, afinal tinha boa consciência e bastante inteligência e conseguiu uma autêntica redenção religiosa. Transferiu-se a ele, à mammy e ao criador para os corpos novinhos em folha de titânio de outros robots, criando assim uma santíssima trindade humano-cibernética. Que, como tudo hoje em dia, era impossível obter sem uma porta usb...
8.12.15
91 - zero dark thirty
21.6.15
84 - the giver
the giver
20.6.15
82 - pride
pride






