E eis que uma normalidade cheia de sentido irrompe de um filme iraniano, quando um homem reconhece o seu carrasco torturador pelo barulho que a sua prótese faz ao caminhar e o conduz, amarrado e vendado, numa carrinha até ao meio do deserto para o matar e enterrar. Junta na viagem mais ex-vítimas, sendo que uma delas é uma noiva que foi convocada a meio de sessão de fotografias, o que implicou que o noivo também fosse. Todos (uns mais que outros) acabam por ter dúvidas se aquele homem normal que vai ter uma filha a qualquer momente, é de facto o carrasco e, porque no fundo somos todos iguais, acabam por perdoar o carrasco, cabendo ao homem que despoletou tudo a decisão final de o perdoar e libertar. Arrependeu-se... recuperando um comentário anterior, não há filme iraniano que não acabe em tragédia...
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