28.8.26

117 - o cão de Tróia

 


Ao contrário do que todas as teorias da conspiração dizem, a primeira nave extraterrestre que aterrou na terra não foi em Rosswel mas sim em Bilbao, no país basco. Construída junto ao rio, em titânio, sem portas aparentes  e com uma aranha gigante a guardá-la, era completamente inexpugnável. Tornou-se fundamental para a comunidade internacional conseguir a comunicação com os tripulantes da nave ou, melhor ainda, conseguir o acesso ao seu interior. Fizeram-se todos os testes convencionais para o conseguir, mas sempre sem sucesso. Repetiram todos os testes de luzes dos encontros imediatos do 3º grau, tocaram a réplica do disco de ouro que foi na Voyager, construíram um tanque gigantesco onde se colocaram baleias a cantar, passaram num écran gigante todos os algarismos do número Pi, reproduziram-se vídeos de Michael Jackson, Elvis Presley , David Bowie, bem como discursos de Donald Trump, Elon Musk, do líder da Coreia do norte, do André Ventura, entre muitos outras personagens com maiores ou menores probabilidades de serem extraterrestres.... Passaram  o ET, o Arrival, os Encontros Imediatos do 3º grau, e o Contacto. Preparavam-se para passar a série V, o Independence Day, a Guerra dos Mundos, o Sinais e o Dia em que a Terra parou, mas um general de quatro estrelas teve o bom senso de desligar os cabos a tempo de evitar a transmissão — se a nave estivesse a aprender a nossa linguagem, dar-lhe ideias de destruição em massa. Tudo isto sem resultados. A solução veio de onde menos se esperava. Um artista americano, casado com um atriz de filmes para adultos que, pensando bem, poderia perfeitamente ser extraterrestre, idealizou um cavalo de Tróia ao contrário. Criou um cão gigante e, em vez de o encher de humanos por dentro, cobriu-o com mais de 38.000 flores naturais por fora. E a obra ficou tão bonita que os extraterrestres se renderam à sua beleza e instantaneamente abriram as portas e deixaram que os humanos tivessem ao acesso ao interior da nave. Desde esse momento, estudiosos terrestres e público em geral tentam perceber o significado de todas as instalações existentes na nave. Até hoje ninguém conseguiu.

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