21.8.26

112 - Metro

 


Lisboa, exercendo a sua capitalidade não só política mas também social e ambiental, preparou um plano ambicioso em caso de catástrofe energética. No dia em que a energia acabar, os cavalos sairão das paredes e regredirão ao seu destino incontornável, que é puxar as carruagens, neste caso do metro,  para transportar os humanos. Parece que os cavalos das estátuas também serão mobilizados e virão juntar-se, sendo que demorarão mais tempo a chegar e confesso que não estou a ver como descerão as escadas para as estações. Também não consigo prever como é que os cavaleiros das estátuas reagirão, até porque são quase todos pessoas difíceis, distribuídas entre a realeza e o exército. Assim de repente, lembro-me de D. José I, D. João I, D. Afonso Henriques, São Jorge e o dragão, Simão Bolívar, entre outros. Habituados a ver a cidade de uma posição de superioridade, ameaçando muitas vezes os plebeus com espadas desembainhadas e em posição de carga, como reagirão quando forem obrigados a desmontar para ceder os seus cavalos ao transporte dos plebeus ? Aceitarão a bem despromoção de passarem a estátuas pedestres ? Enfim, todo um conjunto de pormenores que de certeza já foi acautelado...

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